sexta-feira, 23 de junho de 2017




Tenho estado em modo "stand by". Não tenho escrito, não tenho realizado grande coisa. Tenho-me sentido em piloto automático, como se visse os dias a passar, sem que eu passasse por eles.
Esta semana voou. Perdi-me no mundo lá fora e esqueci-me de mim. Senti-me tantas vezes fora do meu corpo, quase ao ponto de precisar de um beliscão para acordar (pergunto-me se isso só acontece comigo).
Têm sido dias de dormência.
Não foi possível afastar o pensamento das vidas que se perderam.
Tentamos manter uma distância saudável do sofrimento dos outros, porque é a única forma de vivermos a nossa vida de uma forma positiva, de avançarmos. Porque é exatamente, por a vida ser tão efémera, que devemos vivê-la intensamente (algo que esquecemos tantas vezes na correria dos dias).
Mas é também esta empatia, este sentir, que nos faz sentir vivos, que faz de nós humanos. E até ela, é necessária.
Aos poucos vamos acordando, avançando, vivendo as nossas vidas, quando outros não o podem fazer.
Voltamos a erguer a barreira, a distanciarmo-nos, na esperança de que todos os dias saibamos agradecer a presença dos nossos na nossa vida. E nada, é mais importante do que isso.


terça-feira, 20 de junho de 2017





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Eu que sou uma pessoa de palavras, acredito que existem certos momentos na vida, que não precisam de palavras. 
Precisam de ação, compreensão, carinho, mas nunca de palavras.
Porque palavra alguma vale tanto quanto um gesto sentido e verdadeiro.